Definido o tema do Dia Internacional do Cooperativismo 2013

Escrito por Luiz Roberto de Oliveira Junior

“Empresas cooperativas continuam fortes em tempos de crise”. Este será o tema das comemorações do Dia Internacional do Cooperativismo 2013. A definição da Aliança Cooperativa Internacional (ACI) oferece uma grande oportunidade para celebrar a diferença cooperativa. Comemorado sempre no primeiro sábado do mês de julho, em 2013 a data cai no dia 6. Será a primeira oportunidade após o Ano Internacional das Cooperativas para compartilhar as melhores práticas e realmente envolver os cerca de um bilhão de cooperados em todo o planeta.

A escolha corrobora o que defende, já há algum tempo, o presidente do Sistema OCB, Márcio Lopes de Freitas. Em diversas oportunidades, o dirigente do cooperativismo brasileiro defendeu o sucesso de cooperativas em momentos que assolaram a economia mundial. “Em meio a um momento delicado (referindo-se à crise mundial de 2008), as cooperativas mostraram à população o seu poder mitigador dos efeitos nocivos da crise que assolou as maiores potências mundiais. O crescimento experimentado pelo setor no período entre o final do ano de 2008 e o início de 2009, contrapondo todas as tendências da economia global, demonstrou a confiança da sociedade no nosso sistema. Hoje, no Brasil, localidades que possuem cooperativas ativas registram níveis de IDH até 12% maiores do que aqueles onde o cooperativismo ainda não está presente”, destaca Lopes de Freitas.

A diretora de Comunicação da ACI, Nicola Huckerby, também ressalta essa importância mitigadora das cooperativas. Ela lembra o que consta do último relatório da Organização Internacional do Trabalho, apresentado no informativo mensal da ACI de março, chamado de “Resiliência durante a recessão: o poder de cooperativas financeiras”. De acordo com o documento, cooperativas de crédito têm se saído melhor do que os bancos de propriedade de investidores em tempos de crise. “Cooperativas de crédito e bancos cooperativos têm crescido, mantiveram o fluxo de crédito, especialmente para as pequenas e médias empresas, e mantiveram-se estáveis em todas as regiões do mundo, enquanto (indiretamente) criavam empregos. É a combinação única de controle pelos membros, controle e benefícios que estão no coração de sua resistência e que oferece uma série de vantagens sobre os seus concorrentes”, afirma o relatório. “O setor vem apresentando uma fatia extraordinariamente grande do mercado bancário global”, complementa Nicola.

Leia o artigo na íntegra aqui.

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