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Experiências em sala de aula: conversa com a professora Maitê Schuhmann

Que a pandemia modificou a forma como vivemos e nos relacionamos, todos nós já sabemos e estamos vivenciando. Essas mudanças ainda estão sendo entendidas e incorporadas no nosso dia a dia e, no caso do ensino, além de consequências graves como a evasão escolar, o isolamento social trouxe o desafio de adaptar as aulas para um formato virtual.

Para entender um pouco como os professores do Aprendiz Coopeeb sentiram essas mudanças em sala de aula, nós conversamos com a professora Maitê Luize Schuhmann, da cidade de Teutônia. Confira:

Quando teve início sua trajetória com o programa Aprendiz Coopeeb?

Eu trabalho com o Aprendiz Coopeeb desde 2014, inicialmente com as turmas de Teutônia e depois também com turmas de Encantado, Lajeado e Carlos Barbosa. Eu ministro disciplinas de Economia, Matemática Financeira, Empreendedorismo e, dependendo do curso, também as da área de Contabilidade.

E como tem sido esse último período de aulas?

Eu adoro trabalhar com jovens, é um desafio, até porque cada vez mais eles têm características diferentes. Ano passado, com a pandemia, nós tivemos que nos reinventar ainda mais. Se presencialmente já existe uma dificuldade de mantê-los ativos, agora nas aulas virtuais esse desafio aumentou muito. E eu sempre me questiono “como eu posso manter essa aula atrativa?”. Nas aulas presenciais eu trabalho muito com jogos e lógica,  e aí eles acabam aprendendo sem nem perceber que estão estudando. Virtualmente isso é diferente, muitas coisas eu tive que adaptar. No começo eu achei que seria bem difícil, mas passou muito rápido e mesmo no formato virtual nós conseguimos criar um vínculo muito forte e as trocas sempre foram muito legais. Sempre tem alguma coisa que a gente consegue linkar e trazer para a área de interesse deles.

E como tem sido o retorno deles?

Eu tive um retorno muito legal de uma turma de Lajeado, de 16 alunos, que praticamente em todas as aulas todos estavam presentes. Foi muito legal porque tudo que eu apresentava eles abraçavam. Às vezes eles acabavam achando a aula um pouco pesada, mas eles sempre ficavam presentes, também por saberem que em algum momento eu apresentaria algo diferente. Essa foi uma turma que encerrou em maio de 2021 e nós seguimos mantendo contato. Tanto que deixamos agendado um encontro presencial quando tudo isso passar. É muito gratificante saber que teus alunos querem te encontrar e passar mais tempo por perto. Não existe retorno maior do que esse.

Com relação ainda às aulas, uma estratégia que eu tenho é a de sempre reservar os 15 minutos iniciais das aulas para uma troca, para que eles conversem e compartilhem como estão. Quanto mais tempo você está com uma turma, maior é o vínculo que se cria. Nós percebemos que esse tempo é favorável para se criar uma afinidade. Passamos a conhecer a realidade do jovem e ele se sente à vontade também para compartilhar um pouco mais da realidade dele, das suas vivências. 

Nós sempre temos os alunos que preferem a parte prática, existe uma resistência com a parte teórica, mas nós procuramos reforçar que o vínculo com as aulas e com os professores também é muito importante. Porque nós também acabamos sendo consultados quando esses jovens vão para entrevistas de emprego. Muitas vezes as empresas nos contatam para saber quais são nossas referências. Então eu sempre estimulo também para que eles deem seu melhor nas aulas também.

De todos esses anos, hoje, o que você acha que de mais significativo o Programa proporciona aos aprendizes?

Eu sempre falo em sala de aula que a experiência em trabalhar com pessoas é única. Então além deles terem uma parte prática, eles aprendem a lidar com pessoas, eles aprendem sobre relações interpessoais. Quando eles trabalham no Atendimento, por exemplo, eles trazem casos para discussão em sala de aula. Eles aprendem a conviver em sociedade, a conviver no espaço de trabalho e a se posicionar no mundo.

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