O que é o cooperativismo moderno

Desde os primórdios do surgimento do cooperativismo, que remonta a Rochdale, Inglaterra, no século XIX, até a queda do Muro de Berlin, o cooperativismo era chamado de 3ª via para o desenvolvimento econômico e social, situado entre o capitalismo e o socialismo. Para exemplificar, a imagem que se usava era a de um rio – o cooperativismo – fluindo entre duas margens: os dois regimes, tão distintos entre si.

A história, no entanto, trouxe alterações profundas nos regimes e nas fronteiras geográficas: O regime socialista de extrema provou não ser a resposta para as aflições sociais e se desestruturou, principalmente, no Leste Europeu; o Regime Capitalista, tornando-se cada vez mais selvagem, na busca da globalização, gerou uma concentração brutal de renda, deixando excluídas milhares de pessoas.

Como diz Roberto Rodrigues, ex presidente da ACI (Aliança Cooperativista Mundial) que congrega 16 milhões de pessoas, aproximadamente, dez 10% da população mundial, “já não há mais 1ª e nem 2ª via. Portanto, não há razão para sermos a 3ª. Desde o Congresso de Manchester, 1995, a ACI vem se preocupando em construir um novo modelo: deixamos de ser o fluxo entre duas margens (ou dois regimes) para nos transformarmos em uma ponte entre outras duas: o mercado, em que as cooperativas estão inseridas como empresas competitivas e o bem-estar das pessoas e suas comunidades”.

Isso exige das cooperativas uma constante atenção. Se quiserem levar, a seus associados, bem-estar e felicidade, através da preservação de seu espaço de trabalho e da distribuição de sobras, as cooperativas precisam ser, como empresas, altamente qualificadas e competitivas dentro mercado, ou não sobreviverão.

É possível ver, em todas as reuniões de planejamento e no dia a dia das atividades, que os associados da COOPEEB LTDA, mantenedora do Colégio Concórdia, estão, gradativamente, tomando consciência de que é preciso fazer sempre melhor, participar cada vez mais e ousar sonhos altos. A participação, a qualidade de serviço, o aperfeiçoamento permanente e o entusiasmo individual, aliado ao espírito coletivo, à discussão democrática, ao planejamento técnico, determinarão como será a ponte que se quer construir entre mercado e bem-estar.

Agora, os associados da COOPEEB, trabalham para si mesmos: De empregados passaram a empreendedores; de trabalhadores amparados por dissídios e Leis Trabalhistas passaram a gerenciadores de seu próprio negócio. Passaram a dividir lucros (sobras), mas também eventuais prejuízos (medo, insegurança, falta de proteção para alguns e desafio e motivação para crescer em outros).

Da sua capacidade de empreender, ousar, sonhar, discutir, planejar, fiscalizar e participar de todos os eventos do Colégio Concórdia dependerá a estrutura da ponte que querem construir entre um mercado de trabalho, altamente competitivo e exigente, e o seu bem estar pessoal. Neste contexto, não se concebe a figura do associado acomodado, desinformado, que executa um trabalho desqualificado e que não gerencia seu próprio negócio. A construção dessa ponte é desafio da COOPEEB, para o benefício de todos: clientes (alunos terão um ganho na qualidade do ensino a preço reduzido) e cooperados (terão o prazer de gerenciar seu negócio, preservar seu trabalho e receber retorno financeiro adequado).

Valdir – Presidente da COOPEEB e diretor do Colégio Concórdia

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